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25/01/2019-
Reforma da Previdência
A Auditora-Fiscal Maria de Fátima Dias de Souza, participou do programa Faixa Livre no dia 24/01.

A Auditora-Fiscal Maria de Fátima Dias de Souza (foto), lotada na Disit/SRRF07, foi entrevistada pelo programa radiofônico Faixa Livre no dia 24 de janeiro.

Maria de Fátima foi uma das palestrantes do Encontro de Búzios promovido pela DS/Rio, em setembro de 2018. A colega relatou no programa, seu temor referente à reforma da previdência, desta inviabilizar aposentadoria para a população. A entrevista foi concedida no dia em que se comemora o Dia Nacional do Aposentado e do Dia da Previdência Social (24/01).

Segue abaixo matéria sobre a entrevista e o link para o programa:

Auditora: "Reforma pode tornar inviável aposentadoria da maioria"



Uma das categorias alvo da sanha do capital financeiro no governo de Jair Bolsonaro é a dos aposentados. A proposta de reforma da Previdência ameaça a dignidade daqueles que por tanto tempo trabalharam pela construção da sociedade brasileira.

E neste 24 de janeiro, quando comemora-se o Dia Nacional do Aposentado, a auditora filiada ao Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal DS-RJ (Sindifisco-RJ) Fátima Souza relata seu temor pela indefinição apresentada até aqui sobre os rumos da reforma.

"O receio maior é que a reforma torne inviável a aposentadoria para a população, principalmente para as pessoas mais simples porque sabemos que já hoje existe um mercado informal que está completamente alijado de Previdência", alertou a mestranda em Direito pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Apesar do discurso imediatista sobre a necessidade de reforma da Previdência, ela não aparece no plano de metas para os 100 primeiros dias de governo apresentado pela equipe de Bolsonaro. O presidente disse também em Davos, na Suíça, durante o Fórum Econômico Mundial, que os militares não seriam atingidos pela revisão do sistema de aposentadorias em um primeiro momento.

A auditora-fiscal ressaltou que não há um regime previdenciário para as Forças Armadas como existe aos trabalhadores do serviço público e privado no país, o que dificulta uma revisão no modelo.

"Nem sequer é um regime, eles nunca tiveram um regime de Previdência com contribuições das Forças Armadas. O que temos é que essa inatividade dos militares é suportada diretamente pelo orçamento da União e eles não têm regime nos moldes como esses dois grandes grupos que são de fato alvos da reforma. Ainda não vimos a proposta do governo, há muita especulação, mas de fato parece que os militares não estarão contemplados", comentou Fátima Souza.

Pelos cálculos do Ministro da Economia Paulo Guedes, a reforma que o governo pretende implementar vai gerar uma economia de R$ 1,3 trilhão em dez anos, valor bem superior ao projetado pela proposta anterior de Michel Temer que está parada no Congresso, que previa uma contenção nos custos de até R$ 800 milhões.

Para Fátima Souza, o diálogo da equipe econômica com os detentores do capital internacional segue o rumo do convencimento em relação ao ambiente de investimentos favorável que será criado com a reforma da Previdência.

"Até o momento há uma incógnita, ainda não foi apresentado à sociedade nada de concreto, existe muito essas conversas da equipe de governo com o mercado financeiro, sempre tentam garantir para os investidores que o problema será equacionado, inclusive esse montante de economia aventado é muito maior do que aquele que estava sendo colocado na proposta anterior e no seu substitutivo. Então de fato são promessas que causam espanto", disse a auditora.

Ouça a entrevista de Fátima Souza na íntegra:

https://soundcloud.com/programafaixalivre/fl-24-01-2019_5-fatima-souza-1>

 

 

 

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