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23/03/2020-
Repúdio
"Mercado" propõe redução salarial no Serviço Público para combater coronavírus



O editorial (leia) do jornal O Globo do dia 20 de março (sexta-feira), intitulado "Funcionalismo tem de dar sua contribuição" propôs que os servidores públicos deem sua "cota de contribuição" no combate ao Covid19 (Coronavírus) por meio da redução da jornada de trabalho em até 25%, com a redução proporcional dos seus vencimentos.

O posicionamento do jornal é um apoio explícito aos objetivos do Governo atual para o Serviço Público, conforme demonstra o teor da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) 186/2019 - denominada PEC Emergencial -, que integra o "pacote" do "Plano Mais Brasil" do atual Governo, juntamente com a PEC 187(Redução de Fundos) e 188 (Pacto Federativo).

A manifestação do jornal surgiu após entrevista da economista Zeina Latif (assista) ao GloboNews (19/3). Com uma vida profissional construída no sistema financeiro - trabalhou no Royal Bank of Scotland (RBS), ING, ABN-Amro Real e HSBC, além de ter sido economista-chefe da XP Investimentos - a consultora econômica e colunista semanal da Agência Estado defende que o Serviço Público "ajude" a pagar a conta social da pandemia, que segundo ela recairá sobre os empresários, os bancos e os trabalhadores.

Por se tratar de "profissional do mercado", obviamente Zeina Latif omitiu que a simples taxação das grandes fortunas do País geraria recursos suficientes para fazer face ao Coronavírus, em caráter de urgência. E, também, combater as demais doenças endêmicas existentes no País, decorrentes da desigualdade social, do abandono do Estado às políticas públicas voltadas ao bem-estar social e, mais do que nunca, do desvio da arrecadação para o pagamento da dívida pública.

Transferência do ônus - A tentativa de angariar bônus extras para o mercado e o sistema financeiro, enquanto se transfere o ônus para o Serviço Público, provocou reações de indignação e repúdio em diversas entidades representativas dos trabalhadores do setor - incluindo o Fonacate -, que reproduzimos neste boletim.

No mesmo sentido, manifestou-se o economista José Luis Oreiro, professor adjunto do Departamento de Economia da Universidade de Brasília, no artigo "O Liquidicionismo insano de Zeina Latiff e do jornal O Globo".

Contribuição técnica - Destacamos, ainda, a contribuição técnica do advogado e consultor legislativo do Senado Federal Luiz Alberto dos Santos, que elaborou o documento "A crise do Covid-19 e a redução de salários dos servidores" (leia aqui), sobre o teor e abrangência das propostas do Governo.
Conheçam as manifestações e divulguem aos colegas. É imoral responsabilizar a remuneração do Servidor Público pelo rombo financeiro no Estado brasileiro.

"O Liquidicionismo insano de Zeina Latiff e do jornal O Globo"

Por José Luis Oreiro

"(...) Em primeiro lugar, a PEC emergencial prevê redução da jornada de trabalho dos servidores públicos. Que ideia fantástica a de reduzir o expediente de médicos, professores e agentes de segurança no meio de uma calamidade publica! Por que será que nenhum país do mundo está adotando essa ideia bestial????? Afinal de contas se temos uma calamidade pública a mão invisível do mercado deverá resolvê-la, para que precisamos dos servidores públicos???? (modo ironia ligado). Se nenhum país do mundo está adotando essa política, o mais provável é que seja uma insanidade completa.(...)" (leia na íntegra)

Nota de repúdio ao editorial do jornal O Globo, de 20 de março de 2002
Diretoria da Aduff-SSind


"Não são salários de trabalhadores que precisam ser cortados, mas sim a Emenda 95/2016 é que precisa ser revogada para garantir a ampliação dos investimentos em saúde, ciência e tecnologia, educação, assistência social e previdência, e fazer o país ultrapassar essa crise!

A diretoria da Aduff-SSind, neste momento em que os serviços e servidores públicos precisam ser valorizados e receber recursos públicos para atender a todos e a todas que serão atingidos pela Covid 19, repudia veementemente o absurdo editorial publicado na seção "Opinião do Globo" na edição do jornal desta 6a feira, 20 de março.

O jornal defende de forma irresponsável e oportunista a rapinagem, diante de grave crise humanitária, que trabalhadores, sob o argumento siamês do governo federal "menos direitos e mais empregos", aceitem salvar os empresários e assim salvarem seus empregos, por meio da redução da jornada de trabalho e de salário." (leia na íntegra)

"Cada um dá o que tem"
Por Charles Alcântara, presidente da Fenafisco (Federação Nacional do Fisco Estadual e Distrital)


"O Brasil possui 206 bilionários que, juntos, acumulam uma fortuna de mais de R$ 1,2 trilhão. Esses 206 bilionários pagam proporcionalmente menos impostos que a classe média e os pobres.

Se o país criasse um imposto de apenas 3% por ano sobre a fortuna de R$ 1,2 trilhão, seria possível arrecadar R$ 36 bilhões anuais, valor superior ao orçamento de 1 ano de todo o programa Bolsa-Família. Se o país taxasse o patrimônio trilionário dessas famílias em apenas 1%, seria possível arrecadar R$ 80 bilhões (...)

A contribuição em termos monetários que O Globo se dispôs a oferecer ao país num momento tão dramático foi um editorial indigno, desonesto e covarde.

Cada um dá o que tem, não é mesmo?" (leia na íntegra)

Fenajufe denuncia ameaça do Congresso contra Servidores que pode agravar a crise financeira já imposta aos brasileiros

"A face desumana da política brasileira alinhada aos interesses gananciosos do mercado financeiro e do alto empresariado, cujo foco são apenas lucros e dividendos, mais uma vez se mostrou em meio à pandemia de Covid-19 que assola o país.

Sob o falso argumento de remanejar recursos para socorro a empresa, bancos e, quem sabe, a trabalhadores, Rodrigo Maia, obedecendo ao que lhe determina seus verdadeiros patrões - as corretoras de investimentos no mercado financeiro - anunciou na quinta-feira, 19, que estuda acelerar a aprovação da PEC Emergencial, que permite a redução de trabalho e salários dos servidores e servidoras públicos. (...) O balaio de maldades de Maia, Guedes e Bolsonaro - chancelado muitas vezes pelo próprio STF - não para por aí. Ele ainda prevê que as empresas possam conservar o lucro em meio à crise, demitindo e reduzindo salários, vergonhosamente.

(...)A Fenajufe, diante do cenário ora posto, acionou as Assessorias Jurídica Nacional, Econômica e Parlamentar para construção de saídas ao problema posto.(...)" (leia na íntegra)

Associação dos Geógrafos Brasileiros - Seção Local Rio de Janeiro

"A AGB-Rio vem a público manifestar o seu repúdio ao irresponsável e nada imparcial editorial do jornal O Globo, de 20 de março de 2020. De mãos dadas com os interesses do atual ministro da Economia do governo Bolsonaro e do capital financeiro, o referido jornal faz coro com a fragilização das condições trabalhistas dos trabalhadores brasileiros.

Em vez de realizar um exercício de real compreensão da complexidade e das opções políticas do governo com relação à destinação dos recursos públicos, o jornal propõe a redução dos salários dos servidores públicos neste momento de crise.

(...) Fazer justiça é instituir o imposto sobre grandes fortunas (como a da família Marinho) e utilizar estes recursos para fortalecer o SUS e garantir uma renda mínima para cada brasileiro para que ninguém morra por falta de dinheiro para comprar comida, sabonete ou remédio." (leia na íntegra)

 

 

 

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