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09/10/2020-
Opinião
Filiado reivindica fim de cultura divisionista no Sindicato

O Auditor-Fiscal aposentado Youmans Duque Estrada solicitou à diretoria da DS/Rio a publicação da carta (abaixo) que endereçou à Diretoria Nacional de Defesa Profissional, em 5 de outubro, criticando o teor da matéria "Sindifisco orienta Auditores-Fiscais a participarem do Prosede", publicada do boletim nº 2721 (28/09/2020) da DEN.

Para o colega, a Defesa Profissional deve representar os interesses da totalidade da categoria, sem classificar seus integrantes como "antigos e novos", nem atribuir aos primeiros a responsabilidade pela "permanência da velha visão" e da "cultura de desprestígio do cargo".

O colega também destaca que "o comprometimento e o apuro técnico não são privilegio de antigos ou novos, mas da dedicação de cada um de nós e do corpo funcional das unidades como um todo".

Gerencialismo - No entendimento da diretoria da DS/Rio, a matéria citada não questiona a competência dos Auditores-Fiscais que porventura tenham participado da gestão da Receita Federal, e sim, as políticas adotadas. Para a diretoria sindical local, as diretrizes dessas políticas, calcadas no gerencialismo neoliberal, resultaram em graves perdas funcionais e remuneratórias.

Vale ressaltar que o divisionismo da carreira exerceu importante papel nesse processo, já que a falta de união tornou impossível uma resposta articulada e forte às medidas que acarretavam perdas funcionais.

Concordamos com nosso filiado quando reivindica uma visão renovada dos dirigentes sindicais em relação aos seus representados, conforme um dos trechos finais da sua carta: "Torço para que a visão nova de hoje,que será velha amanhã, possa ser reconhecida por toda a categoria como resultado de trabalho eficiente e eficaz de todos os Auditores Fiscais."

A diretoria da DS/Rio vai reforçar a iniciativa do Auditor-Fiscal, encaminhando a sua carta aos diretores de Defesa Profissional da DEN. Segue a carta do colega.

"CARTA AOS DIRETORES DE DEFESA PROFISSIONAL DO SINDIFISCO

Diretores

Permito-me tecer alguns comentários sobre a manifestação de Vossas Senhorias a que tive acesso pelo boletim nº 2721, datado de 28/09/2020.

Eu imaginava que à Diretoria de Defesa Profissional do Sindifisco competia defender os interesses de toda a categoria, aí incluídos os antigos, aposentados ou não, e os novos Auditores.

As infelizes menções: "será possível modificar a cultura de desprestígio do cargo "fruto de gestões passadas e permanência da "velha visão" soam mais como elemento divisor da categoria que de sua defesa profissional.

Durante os trinta e três anos em que exerci o cargo de Auditor Fiscal da Receita Federal do Brasil, tive oportunidade de trabalhar com os mais renomados Administradores da Receita Federal, Auditores antigos, que fizeram história. Trabalhei também sob o comando de vários Auditores novos, extremamente competentes, que jamais desprestigiaram o cargo.

Também tive a honra de exercer vários cargos na Administração onde procurei dar o melhor de minha competência técnica e profissional, ressaltando que jamais dissociei antigos e novos, pois o comprometimento e o apuro técnico não são privilegio de antigos ou novos, mas da dedicação de cada um de nós e do corpo funcional das unidades como um todo.

Talvez os Colegas devessem se debruçar sobre a História da Receita Federal do Brasil para constatar que essa Grandiosa Instituição evoluiu ao longo de sua existência e se tornou um baluarte em defesa da sociedade na justa exigência dos tributos federais.

Ela é fruto do trabalho abnegado, qualificado e ímpar de milhares de Auditores Fiscais, embora muitas vezes, como na manifestação dos Colegas, não reconhecido por seus próprios pares.

Erros foram cometidos ao longo do percurso e a ausência de mandato dos administradores é um deles, sem dúvida, mas esse senão, ao contrário do disposto no comentário, não teve o condão de trazer desprestígio ao cargo, seja de Delegado ou de todos os outros que compõem a estrutura administrativa da Receita Federal.

A correção de procedimentos, no caso o processo de Seleção de Delegados de Unidades Descentralizadas, deve servir de aprimoramento da Instituição e nunca de cisão da categoria entre velhos e novos, modelos antigos e novos, pois ao cabo deveríamos pretender que os novos de hoje pudessem se orgulhar dos velhos de ontem, que participaram da construção até aqui erguida.

E que os velhos de ontem pudessem se considerar realizados pelo contínuo respeito e reconhecimento da sociedade pelo trabalho da Receita Federal, fruto da ação dos novos de hoje.

Deixo aqui uma mensagem aos Colegas: "Torço para que a visão nova de hoje, que será velha amanhã, possa ser reconhecida por toda a categoria como resultado de trabalho eficiente e eficaz de todos os Auditores Fiscais."

Rio de Janeiro, 05 de outubro de 2020

Youmans Duque Estrada

Auditor Fiscal Aposentado"

 

 

 

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